O que a apólice cobre
Atendimento médico e hospitalar de emergência, telemedicina, central 24 horas em português, extravio de bagagem, atraso de voo e cancelamento por doença ou acidente comprovados.
Duas pendências que quase sempre ficam para o fim e deveriam ser resolvidas junto com o câmbio: o seguro viagem, obrigatório para entrar nos 27 países do espaço Schengen com cobertura mínima de EUR 30.000, e o chip internacional, que substitui o roaming da operadora e evita chegar ao destino sem internet.
Quem embarca no Afonso Pena costuma sair com conexão e madrugada pela frente — cenário em que um imprevisto sem cobertura e um celular offline se tornam problemas grandes muito rápido. Abaixo, o que cada destino exige, quanto isso custa em ordem de grandeza e como contratar as duas coisas sem depender de balcão de aeroporto.
A cotação do seguro é feita no site da Viajo Seguro e os planos de chip no site da SIM Premium, parceiros da Flex Câmbio. A moeda em espécie continua sendo retirada no Centro, na R. Mal. Deodoro.
A exigência legal é o piso, não a recomendação. O valor que faz sentido contratar acompanha o custo médico do país para onde você vai.
| Destino | Exigência de entrada | Cobertura recomendada | Por quê |
|---|---|---|---|
| Europa / Schengen | EUR 30.000 (obrigatório) | EUR 30.000 a EUR 150.000 | Documento pode ser pedido no visto e na imigração |
| Estados Unidos e Canadá | Não obrigatório | USD 50.000 a USD 300.000 | Custo hospitalar mais alto do mundo, sem teto previsível |
| América Latina | Obrigatório em Cuba | USD 10.000 a USD 50.000 | Atendimento privado é pago à parte na maioria dos países |
| Mercosul | Não obrigatório | USD 10.000 a USD 30.000 | Destino curto e barato, mas remoção médica pesa no bolso |
| Ásia e Oriente Médio | Obrigatório nos Emirados | USD 30.000 a USD 100.000 | Japão e Emirados têm rede privada cara para estrangeiros |
| Roteiro multidestino | Varia por país | USD 30.000 a USD 100.000 | Uma apólice única evita lacuna entre trechos |
Atendimento médico e hospitalar de emergência, telemedicina, central 24 horas em português, extravio de bagagem, atraso de voo e cancelamento por doença ou acidente comprovados.
Espaço Schengen (EUR 30.000), Cuba, Emirados Árabes Unidos e Rússia em viagem de turismo. Sem o comprovante, a entrada pode ser recusada no destino.
A cotação leva poucos minutos: você informa destino, datas, número de viajantes e idades, e recebe as opções de cobertura para comparar antes de decidir. A apólice e a carta-garantia chegam por e-mail logo depois.
O que costuma dar errado não é a contratação, e sim o uso. Dois pontos merecem atenção:
Plano fechado por destino e período, em vez de franquia diária da operadora. Em chip físico, enviado ao seu endereço, ou em eSIM, instalado no próprio celular.
Chega pelos Correios no seu endereço, em Curitiba ou em qualquer cidade da região. Funciona em praticamente todo aparelho e cobre mais de 170 países. Você troca o chip ao pousar.
Peça com alguns dias de antecedência — o prazo é de postagem, não de ativação.
Instalado digitalmente, sem espera de entrega, com cobertura em mais de 180 países. Você embarca do Afonso Pena já conectado e não corre risco de perder um chip minúsculo na conexão.
Para saber se o seu aparelho aceita, disque *#06#: aparecendo um código EID, é compatível.
O plano é contratado antes da viagem, com volume de dados definido. Nada de fatura surpresa da operadora ao voltar.
A alíquota aplicada nessa contratação é bem menor que a de câmbio para gasto pessoal, de 3,5%. Confirme o percentual vigente na data da compra.
Atendimento 24 horas no idioma, o que resolve muito mais rápido do que um chat automático em inglês no meio da madrugada.
Uma ordem simples que evita as três correrias clássicas da véspera: dinheiro, cobertura e internet.
Um mês antes
Cheque exigências do destino: visto, cobertura mínima obrigatória e vacinas. É o prazo que dá margem para resolver documento sem pagar urgência.
Quinze dias antes
Contrate o seguro e peça o chip. O físico precisa do prazo de entrega; o eSIM pode ficar para depois, mas contratar cedo evita esquecimento.
Uma semana antes
Resolva a moeda em espécie no Centro. Notas menores para os primeiros dias, transporte e gorjetas — e sem depender do estoque da véspera.
Véspera
Salve a apólice e a carta-garantia no celular e também impressas, teste a instalação do eSIM e separe o dinheiro em dois lugares diferentes da bagagem.
Depende do destino, não da cidade de origem. Os 27 países do espaço Schengen exigem cobertura médica mínima de EUR 30.000 e o documento pode ser pedido na imigração. Cuba e Emirados Árabes também condicionam a entrada à comprovação de seguro.
Nos demais destinos não é exigência legal, mas continua sendo a proteção mais barata da viagem: uma diária hospitalar nos Estados Unidos supera com folga o custo de uma apólice para o roteiro inteiro.
A apólice é emitida em minutos e chega por e-mail, então tecnicamente sim. O problema é que a cobertura vale a partir da emissão: qualquer coisa que aconteça antes fica de fora, inclusive cancelamento por doença detectada na véspera.
Para quem embarca no Afonso Pena de madrugada — horário comum das conexões — deixar isso para o dia anterior é assumir um risco desnecessário. Resolva junto com o câmbio, uma ou duas semanas antes.
É o documento em que a seguradora declara a cobertura contratada, o período e o valor, no formato que os consulados europeus aceitam. Ele é solicitado no processo de visto e também pode ser pedido na chegada.
A carta é emitida junto com a apólice, sem custo adicional. Guarde uma cópia impressa e outra no celular: nem sempre há sinal para abrir e-mail na fila da imigração.
Os pacotes de roaming das operadoras brasileiras costumam entregar franquia pequena e cobrança por dia ativo, o que encarece rápido em viagens longas. O chip internacional trabalha com plano fechado por período e destino, com dados em volume bem maior.
A diferença aparece principalmente em roteiros de mais de uma semana ou que passam por vários países.
Não. O chip internacional dá ao aparelho uma nova linha de dados, mas o WhatsApp continua vinculado ao seu número brasileiro, com todos os contatos e conversas. Só mudaria se você trocasse o número manualmente dentro do aplicativo.
Na prática, você segue recebendo mensagens normalmente, usando a internet do chip novo.
O eSIM é instalado digitalmente, cobre mais destinos e permite embarcar já conectado — só exige aparelho compatível. Para conferir, disque *#06# no celular: se aparecer um código EID, o modelo aceita eSIM.
O chip físico funciona em praticamente qualquer aparelho e é enviado ao seu endereço, então precisa de alguns dias de antecedência. Quem descobre a viagem em cima da hora leva vantagem com o eSIM.
Comprar lá fora significa desembarcar sem internet justamente no momento em que ela é mais necessária: chamar transporte, confirmar hospedagem, abrir o mapa, avisar em casa. Some a isso a burocracia local de cadastro de linha, que em vários países exige passaporte e endereço.
Resolver antes de embarcar custa parecido e elimina esse intervalo cego.
A moeda em espécie é retirada na R. Mal. Deodoro. Seguro e chip você contrata online, pelos links dos parceiros — e a equipe ajuda a montar a lista completa da sua viagem.
Seg a sex · 9h–17h · R. Mal. Deodoro, Centro de Curitiba